sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A importância da existência da religião

  




  15/12/2014, escrevo a data afim de me organizar nesse espaço temporal, para que um dia eu me orgulhe por algum motivo: seja ele ter tido essa conclusão, ou então por ter tido outra melhor em um futuro espero eu que satisfatório. Quero com esse texto, sustentar um argumento positivo sobre a religião, deixando de lado suas infelicidades e problemáticas inegavelmente existentes, para encontrar os seguimentos que tornam a atividade religiosa tão importante na vida de algumas das pessoas.     
  - “Foi na missa essa semana menino?” Essa pergunta resume parte da minha infância, cercado de pessoas bastante religiosas, os dogmas da instituição igreja sempre foram muito presentes em minha criação. Mesmo hoje, tendo eu me distanciado um pouco – quase totalmente, salvo cerimônias ou convenções sociais dessas que não se pode correr – nunca duvidei da importância que a religião tem sobre as pessoas, sobre o impacto que a monossilábica Fé, pesa em cada acontecimento, presente na vida de cada pessoa dessas: que ‘’ foram à missa essa semana”.
      Não me lembro ao certo quando resolvi que não guardaria mais meus domingos, mas lembro muito bem que não foi – e não é – nada fácil essa rebeldia, ou como minha bisavó dizia: essa teimosia. Aliás, é muito mais difícil não ir, do que presenciar a bendita missa. Me parece que na cartilha do cidadão está escrito, ‘’ guardarás domingos e festas’’, mesmo eu acreditando que esse é um dos 10 mandamentos da Lei de Deus, e não da lei constitucional. Digo isso pois sua vida vira um imenso tribunal, onde uma massa de pessoas, dessas que perguntam se você foi a missa essa semana, exercem suas funções de juízes, com o dedo apontado para sua cara – mesmo que de forma figurada – fazendo desta situação uma espécie de exorcismo cômico, como se a sua opinião que tangencia a instituição religiosa fosse fruto de um demônio controlador de cérebros, ou algo parecido.
     É a partir desse ponto, que eu passo a me questionar: qual realmente é o poder da religião sobre os homens? Descarto logo uma hipótese divina, pois invalidaria o que vivi até agora, e tudo o que ainda pretendo viver. Presencio diariamente a força que a religião, seja ela qual for, tem sobre seus fiéis, seja por meio de gratidão, de obrigação, cobrança, de esperança ou filosofia que é parte integrante dos dogmas religiosos. É tamanha a força, que se torna fácil encontrar algum que acredite que essa é a única das forças a ser alcançada.
   Contudo me parece mais confortável pensar que essa força é puramente biológica. Parto do seguinte ponto: Todo ser humano, independente de idade, é capaz de aprender algo novo. Particularmente esse trecho prova, que parte da capacidade do homem, é de certa forma restrita ao poder do possessor. Em outras palavras, a capacidade que cada um de nós temos, vai além – e sempre além – do que de fato exercemos. ‘’ O homem é uma pedra, que começa a ser lapidada a partir do berço, e jamais será totalmente finalizada.’’ Mas onde a igreja entra nessa história?
  A instituição Igreja, é uma das maiores ferramentas já criada pelo homem, pois através dela, milhões de pessoas diariamente tem acesso a parte da sua capacidade antes não alcançável, pois através da Fé, o ser humano consegue atingir feitos inimagináveis, mesmo que ele atribua estes a uma divindade: são esses os famosos milagres. É claro que no meio de tudo isso você pode lembrar que a religião foi também culpada por um grande retrocesso da humanidade chamado de Idade Média. Ou ainda hoje, é uma grande preocupação, por conta de inúmeros conflitos de diferentes proporções causados pela famosa intolerância religiosa.
    Mas apegando-se apenas ao ponto positivo supracitado da Fé, onde ela amplia a capacidade de se realizar tarefas aparentemente improváveis: como ela faz isso? A resposta, em palavras bastante usuais, seria que ela ‘’ alivia sua barra’’, ou seja, quando você espera que alguma força lhe fará algum bem, o simples fato de incondicionalmente acreditar nisso, retira de suas costas o medo, a dúvida ou excesso de precauções que por vezes pode atrapalhar. Mesmo que essa força divina não exista, essa pessoa que acredita nela, e que foi isenta de seus bloqueios, tem sua capacidade ampliada, pois a coragem, a confiança e o fato de se tornar mais arrojado certamente aumentará as chances de êxito.  Isso não significa que ocorreu um milagre, mas sim que o desvio da responsabilidade por meio da Fé, fez com que a capacidade dessa pessoa pudesse ser usufruída por ela, o que antes não era inacessível em função desses bloqueios agora inexistentes.
   Tendo em vista portanto, que toda força divina é o acesso ampliado da capacidade humana, por meio da Fé, porque então algumas pessoas continuam, nas mais variadas proporções, fomentando guerras em nome da Religião? Antes de pontuarmos os motivos dessas brigas, precisamos entender os motivos e o contexto em que a religião foi criada.
   O ser humano, diferente de todos os outros animais, possui uma peculiaridade, que é justamente o que nos diferencia dos demais habitantes do planeta. Essa singularidade leva o nome de ‘’ Significância’’, que seria resumidamente, a capacidade do homem em dar significado a algum objeto inanimado. Uma foto por exemplo, para qualquer outro animal não passaria de objeto, porém para nós seres humanos, uma foto nos traz lembranças, sentimentos, emoções, e é essa capacidade que conhecemos por significância.  O mesmo se aplica a outros acontecimentos, como por exemplo: a morte. O ato de morrer, é natural e inevitável, para a natureza inclusive, a morte significa apenas o funcionamento da seleção natural, essencial ao equilíbrio do planeta. Entretanto a morte para o ser humano tem outra cara, pois ele atribui ao próximo, sentimentos, e principalmente, ao ver o próximo morrer ele percebe que aquilo acontecerá à ele também, e é ai que surge a religião. A necessidade do homem, por ser psicologicamente incapaz - em função da Significância atribuída – de aceitar a morte, ou algum outro fenômeno que ele seja incapaz de lidar sozinho, fez com que ele buscasse no meio sobrenatural uma forma de ajuda, de apoio, de conforto. E é esse o papel que a religião tem até hoje, confortar, ser o suporte para seus seguidores a partir do ponto que esses não podem mais suportar sozinhos.
   Portanto, admitindo que as pessoas são psicologicamente diferentes, a necessidade desse apoio também se mostra assim entre elas. Para alguns, a religião é o único modo de suportar a vida e suas peculiaridades. Mas da mesma forma que existem pessoas majoritariamente necessitadas de religião, existem aquelas que não possuem necessidade alguma, pois são psicologicamente capazes de reagir as adversidades, sem a necessidade desse conforto e ajuda, tão importante para os outros.
    É obrigatória a existência do respeito para com essas pessoas que precisam de uma base de sustentação, e que por meio da Fé redirecionam a responsabilidade que é a simples tarefa de viver. São essas pessoas que somam a grande maioria da população, e sua vasta gama de religiões. Tão importante quanto, é o contrário, que nem sempre é verdadeiro. A dificuldade de compreensão da grande maioria de indivíduos, daqueles que fazem parte do coletivo necessitado de religião, gera um desconforto em razão de existirem pessoas sem essa necessidade. É frequente a observação de intolerância com aqueles que são felizes mesmo sem a Religião como ferramenta, e essa é outra das infelicidades religiosas.

   



Guilherme Ansolin

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Argentinos cometem crime após a derrota de domingo



  Se Deus é brasileiro, o Diabo é argentino. A rivalidade entre estes dois países já é conhecida por todos, mas até onde vai essa rivalidade sem encontrar com a ignorância?
  Eu não queria mais escrever sobre a copa aqui no blog, mas também não poderia omitir uma notícia dessas. Após a derrota para a Alemanha, os argentinos atribuíram a culpa obviamente para os alemães  Brasileiros !
  Além da tentativa de agressão a um brasileiro residente em Buenos Aires, alguns rebeldes depredaram o sambódromo com pichações contra Pelé e a Seleção Brasileira. Essa atitude deplorável é reflexo da rivalidade entre os dois países vizinhos, entretanto não dá o direito de tal ignorância. Penso eu que esses visitantes indesejados deveriam ser punidos assim como os corinthianos foram preso na Bolívia - guardando-se as proporções cabíveis- afinal, crime é crime, e não importa se eles estão com o bum bum dolorido depois da derrota para a Alemanha.
  Não consegui obter informações sobre quais as medidas que foram tomadas a respeito, mas acredito eu que esses bandidos travestidos de torcedores já se encontram em casa, e algum brasileiro idiota vai limpar essa palhaçada. Ao menos uma coisa há de se ter orgulho: mesmo com uma derrota colossal, os brasileiros fizeram disso uma piada, já os argentinos fizeram de um vice-campeonato o motivo para essas atitudes infantis.
                                                                                                                            (Bisturi)


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Torcedora suicida




Até que ponto vai o amor pela camisa? Parece que essa lealdade supera até mesmo a propriedade da vida.
 Uma menina de 15 anos se suicidou após a derrota da seleção brasileira. Em sua carta de despedida, admite que o placar avassalador que favoreceu os alemães causou uma dor tão profunda que levou-a ao suicídio. Imagino eu que vocês estejam pensando: - Que exagero, se matar por conta do futebol! Mas se acalme, ainda tem mais a se contar.
 Como se não bastasse o suicídio no mínimo ‘’inusitado’’, a menina nem se quer era brasileira. Pragya Thapa é uma menina que morava no Nepal, e tinha o Brasil como time favorito. O jornal Enkantipur disse que após o jogo, alguns amigos que o assistiam  junto com Pragya começaram a zombar da menina, atitudes que levaram a um fim tão drástico.

 É difícil julgar uma atitude extrema como a do suicídio, são vários os  fatores a se levar em consideração. A tal menina pelo que constam as notícias, sofria com a família e foi abandonada pelo pai, enfim: a menos que ela ressuscite ninguém saberá ao certo o motivo do suicídio. Penso eu que ela não quis viver pra saber se a Argentina seria campeã ou não, e que se ocorrer, mais suicídios virão por aí. 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

E essa tal "Filosofia"?

"Mas afinal, o que é a filosofia?"; "Para que serve a filosofia?" - São perguntas frequentes que muita gente leva consigo, e por não ter resposta (ou não buscar uma), toma a filosofia como algo a ser ignorado ou desconsiderado. Neste texto pretendo mostrar um pouco do que é e para que serve a filosofia, mas farei isso de forma bem superficial já que os conceitos sobre "O que é a filosofia, e para quê serve?" são vários, e diferem de autor para autor. Falarei aqui àquilo que a filosofia representa para mim, mas ainda assim, vez ou outra minha consideração pela filosofia esbarra em alguma ideia de alguns filósofos como Platão, Sócrates, Russell, e por aí vai...
Vivemos em um país onde as ciências práticas são praticamente "endeusadas" pela população, claro que não desmerecem totalmente àquelas que não são desse modo, mas não há comparação se fôssemos buscar a preferência da grande massa da população. Isso contribui para que a maioria das pessoas desconheçam o verdadeiro sentido que algumas ciências não práticas têm, como a filosofia, por exemplo. Esse tipo de dúvida não se tira lendo o jornal de manhã e nem assistindo televisão, e é difícil encontrar alguém que busque essa resposta de verdade, por achar inútil obtê-la ou pela desculpa de "não ter tempo"; isso faz com que pensemos que a filosofia seja algo à desconsiderar, algo indiferente, que não mudará nada na nossa vida.
De fato a filosofia não apresenta nenhum caráter prático, ou seja, você não irá construir um prédio com a filosofia enquanto tal. Mas essa filosofia, que não se opera prática, vai além do tradicional "amor ou amizade à sabedoria", a filosofia opera em todos os sentidos da vida, como um pano de fundo sempre presente. Mas não é por não ser prática que a filosofia é inútil. A filosofia é uma forma de pensar inconclusiva, mas que serve como ponte para à conclusão; ela instiga a reflexão e o raciocínio, ou seja, ela ensina a verdadeiramente pensar. Alguns tomam essa forma de ver a filosofia como fundamentação para dizer que a filosofia é "lógica", mas isso me parece instrumentalizar a filosofia, uma vez que vejo a lógica como instrumento para compreender a estrutura do "pensar" e do "dialogar" e não como pensar -ou bem pensar- propriamente.
Mas a filosofia não é somente essa formação estritamente intelectual, a filosofia também é uma formação integral do caráter, que gera garantia de prudência e saber, nesse ponto me aproximo do pensamento de alguns filósofos como Platão, Sócrates, e até mesmo Russell.
Com base em um texto deste último autor citado acima, chamado: "O Valor da filosofia" falarei um pouco sobre o que é esse valor e a importância que ele apresenta.
Na maioria dos cursos hoje em dia é obrigatório o estudo da filosofia, alguns tendem a reclamar: "Ah mas eu escolhi "tal coisa" e tenho que estudar filosofia, vai ser inútil para mim", por isso é importante que se discuta o valor da filosofia e a importância de estudá-la. Como já dito, a filosofia não encontra um fim prático, ela não é usada pelo homem a fim de algo exato, caso fosse assim, deixaria de ser filosofia e passaria a ser alguma outra área exata do saber, como: biologia, física, matemática, etc...sendo assim a filosofia afeta mais diretamente àqueles que a estudam.
Para entender verdadeiramente o valor da filosofia, é preciso libertar-se do dogmatismo da praticidade, prender-se em ideias concretas, em possíveis "verdades absolutas" dadas pelas ciências práticas, é fechar-se em um mundo privado e subjetivo, que independe daquilo que não é material ou "verdadeiro", e é justamente no outro lado, ou seja: das incertezas da vida e das dúvidas que muitas vezes levam à aflição e que vão além da vida prática para um âmbito até (porém não somente) espiritual que o sentido e o valor da filosofia devem ser buscados.
Negar ou desconsiderar a filosofia na vida é uma atitude de covardia, pois tal ação se fundamenta no medo de encarar um mundo "estranho", desconhecido, onde os preconceitos, crenças e convicções acumulados até então pelo indivíduo são postos à dúvida, e novas possibilidades aparecem para debater esses dogmas. Por isso é necessário que haja um "libertar-se de dogmas", pois dessa forma o mundo do saber desvela-se diante do homem, possibilitando um enriquecimento do conhecimento sobre a própria existência dele no mundo, que é algo inegável e até absurdo.
A filosofia também não deve ser entendida como fim para as nossas questões, mas sim como um meio de buscar esse fim, ela não prega verdades absolutas, mas pode te colocar em mundo onde suas crenças não operem como de costume e novas "possíveis verdades" apareçam.
Bertrand Russell diz, e nessa hora concordo com ele, que a contemplação filosófica é a chave para entender o valor da filosofia, pois quem busca essa contemplação não o faz com o intuito de alcançar fins específicos, mas sim alargar seus conhecimentos e enriquecer seu "Eu" como um todo, é preciso deixar-se levar pelo saber e não forçá-lo a fundamentar a vida para um fim específico.
Concluo que "o valor e a importância da filosofia encontra-se nela mesma", e com essa frase deixo aberto à você leitor o exercício do pensar e chegar às suas próprias conclusões.
Era isso o que eu tinha para falar, qualquer dúvida deixem um comentário! Valeu.
Οδιν

Foi-se a Copa


 O placar inesperado da semifinal da Copa do Mundo entre Brasil e Alemanha não poderia passar em branco no Bisturi Filosófico. A repercussão gerada em torno da partida foi monstruosa, digna da capa de praticamente todas as páginas de notícias, revistas e jornais. Grande insatisfação gerou o placar de 7 a 1 a favor dos Alemães, além do grande desfecho: a Argentina classificada para a final.
  É claro que ninguém esperava essa derrota, principalmente a presidente Dilma, que chegou a comparar a então boa faze da seleção, com a ‘’boa faze’’ de seu governo (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/06/1470216-dilma-compara-brasileiros-a-selecao-e-diz-ser-possivel-ganhar-de-virada.shtml). Será que mesmo depois do jogo contra os Alemães, ela permitiria comparar sua regência com a atuação canarinho? Penso que ela não gostaria, mas eu sim.
   Os resultados de países em eventos esportivos, em geral são usados como comparativos aos seus resultados políticos, como exemplo dos EUA e China: duas superpotências que dominam o quadro de medalhas olímpicas. Essa vitrine mesmo que inexata poderia ter servido como distração caso o Brasil fosse campeão, mas a insatisfação para com a seleção parou o país e pode ser um fato importante, chegando ao ponto de influenciar nos votos de um país que passará por uma eleição presidencial daqui alguns meses.
  O legado que esse jogo deixou, foi de um país desorganizado, despreparado, longe dos resultados que tentam nos empurrar a seco, que assiste na primeira fileira, as grandes potências mundiais escolherem as decisões a serem tomadas. É esse mesmo país, representado por uma seleção que levou sete gols, que almeja uma cadeira na ONU, que é denominado emergente, possuidor de recurso abundantes, mas que é visto com descaso por todos, inclusive seus representantes.
  No fim das contas, a ‘’Copa das Copas’’ irá servir apenas para encher os bolsos da FIFA e empreiteiros, abalar a imagem nacional, e indignar o povo – que penso eu ser o único ponto positivo: um povo insatisfeito. Termino este com um poema de Carlos Drummond de Andrade, que nos aconselha no redirecionamento das atenções ao que realmente interessa, e à Copa, cabe a mim como bom brasileiro secar a Argentina. Vai Alemanha!


Foi-se a Copa?
"Foi-se a Copa? Não faz mal.
Adeus chutes e sistemas.
A gente pode, afinal,
cuidar de nossos problemas.


Faltou inflação de pontos?
Perdura a inflação de fato.
Deixaremos de ser tontos
se chutarmos no alvo exato.


O povo, noutro torneio,
havendo tenacidade,
ganhará, rijo, e de cheio,
A Copa da Liberdade".


Carlos Drummond de Andrade

                                                                                                       (Bisturi)

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Sobre o Vento




Sobre o vento.


Sinta-o e deixe-se levar, 
este que vai, que leva.
Leva alacridades, leva amizades
leva amores, leva as cores,
leva o sentido da vida, leva a palavra amiga.
Leva tudo, leva o mundo! 
Vento quando bate levanta a cortina,
e não sou eu quem digo, é a vida que ensina.

Mas quanto tudo levar, e não houver mais cores,
um anjo soprará tua face, trará de volta os amores.
O retorno é certo, vento vai e vem,
vento que sopra, é o próprio tempo, 
ele é paciência, é toda a essência,
de um movimento pacientemente lento. 
Quando o desespero da perda segurar tua mão, 
lembre-se que vento leva, mas devolve. 
Mesmo quando negro for o dia, 
ame, viva, torça, se empolgue. 
Saiba que quando nada der certo,
é fim de vento passando, é o tempo dobrando a esquina,
sinal de sorte voltando.

(Bisturi)

Οδιν

Meu nome é Guilherme Ribeiro, curso filosofia, mas tenho grande apreço pelas áreas de história e antropologia. Estou aqui à convite de meu amigo Guilherme Willian, que sugeriu a ideia de um blog informativo onde pudéssemos expressar opiniões abertamente e debatê-las.
Sou um grande amante do saber e acredito que compartilhar informações, expressar opiniões bem fundamentadas, debater temas importantes e polêmicos, entreter, ou simplesmente divagar nos pensamentos é o que deve mover um homem com o mínimo de senso crítico. A liberdade de expressão e os meios de comunicação (principalmente a internet) são as ferramentas mais úteis para tal intento: o “mover-se”, afinal como diria Rosa Luxemburgo:”Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem”; e é com esse intuito, de se desprender das paredes políticas, religiosas e dogmáticas que escrevo aqui, abrindo caminho para a “Sophia”, cultivando e buscando o saber sem se deixar censurar ou vencer pelos muros que o mundo exterior impõe.
As portas abertas para o saber, a informação e as opiniões enriquecem cada homem de alguma forma, relativisando ideias, discutindo soluções, expondo várias possíveis verdades, seja como for, todo conhecimento é bem vindo e é sempre visando ele que irei buscar expor minhas ideias e debater outras, conforme eu esteja apto a fazê-lo.
Vou assinar como "Οδιν", que é a escrita grega para "Odin", o deus pagão dos Nórdicos, futuramente eu explico melhor sobre essa junção e o significado dela.
Ass: Οδιν

Bisturi

Meu nome é Guilherme, mas pode me chamar de ‘’Bisturi’’


       Muito prazer, sou Guilherme William e assinarei neste usando o apelido que escolhi para me representar no blog: Bisturi. Ademais, pretendo compartilhar no Bisturi Filosófico as minhas ideias e pensamentos, bem como criações ou sugestões, voltadas à leitura, ideologias e atualidades. Viso pescar as notícias que emergirem, somadas à minha opinião, postando-as aqui no blog com o intuito de formar críticas, consequentemente almejando crescer junto aos meus leitores.
       A ideia do nome Bisturi, veio para facilitar a identificação  dos autores das postagens, e traz também um misto de minha vida, sonho e objetivo. Pretendo ingressar na faculdade de medicina em breve, e para tal façanha – nada fácil por sinal – me abdiquei de várias arestas de minha vida, fato que me permitiu passar certo tempo sozinho refletindo. Em uma de minhas insônias  cheguei a decisão de convidar meu amigo Guilherme Ribeiro a criar este blog, para que pudéssemos discorrer sobre assuntos variados,  tangenciando as redes sociais, que poluíam a seriedade das palavras.

     Haverão mais postagens neste,  que possibilitarão que os leitores me conheçam melhor, e que se identifiquem com meus pensamentos e críticas. Adianto que meu objetivo é fazer pensar, e para tal acharei assuntos pertinentes à essa importantíssima tarefa. Sem mais enovelar, minha passagem por aqui provavelmente se resumirá no que citei à cima, e espero que isso seja tão produtivo aos meus leitores como será para mim.         Ass: Bisturi
- Bisturi Filosófico